quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dil Dhadakne Do (2015)


Mal haviam saído os primeiros trailers de divulgação de Dil Dhadakne Do, e eu já sabia que queria intensamente assisti-lo. Além de contar com o novo amor da minha vida, Ranveer Singh, teria um elenco de peso que mexia com meu coração.

Além de assisti-lo, tive também a chance de legendá-lo, e sinceramente o processo de legendar foi tão prazeroso, uma legenda tão tranquila e bem-feita, que as quase três mil linhas correram rápidas e fáceis, e em uma semana terminei de traduzir e corrigir.

Dil Dhadakne Do (tradução: Deixe o Coração Bater) é todo sobre os Mehras, uma família da alta sociedade que, por trás das aparências, vive um cenário de caos iminente. O casamento dos pais, Kamal e Neelam, está morto há muito tempo; Kabir, o filho mais novo, não deseja herda a companhia do pai e não pode seguir seus sonhos; e Ayesha, a mais velha, vive um relacionamento infeliz com seu marido retrógrado e machista. E a confusão só tende a piorar quando todos partem para um cruzeiro em comemoração aos 30 anos de casamento de Kamal e Neelam, que é o local onde toda a história é centrada.



Um ponto alto do filme, para mim, é a narração de Pluto, o cachorro de Kabir, que também se considera membro da família e enxerga os humanos como seres irracionais. Com suas tiradas engraçadas e reflexões profundas porém irreverentes da sociedade, ele consegue provar seu ponto mais de uma vez. É de se gostar ainda mais ao saber que o simpático animal é dublado por ninguém menos que Aamir Khan.

Cada ator parecia bem enquadrado em seu papel. Esse filme teve uma comunicação através do olhar entre os membros dessa família como não vi em quase lugar nenhum em Bollywood. Mas confesso que a atuação da Priyanka, dentre o resto, foi somente mediana: ainda se sente muito da atriz por trás da personagem e pouco da personagem em si. Farhan Akhtar foi outro que não me convenceu, simplesmente. Seja por não ter sido real enfoque do filme, seja porque ele tem falado tantas asneiras que minha simpatia morreu... seja como for, não superou expectativas. E confesso que foi engraçado e inusitado ver Rahul Bose no papel de marido retrógrado e machista. Quem não conhece até pensa.

 

 

Alguém já percebeu que a sina da Shefali Shah é estar sempre fazendo papéis de mulheres mais velhas do que ela realmente é? Observei isso também em Mohabbatein (de 2001), no qual ela, aos 25 anos, fazia papel de mãe de família! Em Dil Dhadakne Do, aos 43 anos, ela nunca teria idade para ser mãe de Priyanka, de 30, e Ranveer, de 28. Bem, de qualquer maneira, seu ar de classe caiu como uma luva para Neelam, maravilhosa.

A trilha sonora... Ah, a trilha sonora... Maravilhosa. Shankar-Ehsaan-Loy acertaram o dedo no sucesso, mais uma vez. Gallan Goodiyan, a queridinha de muitos, é minha preferida. Mas Pehli Baar, Phir Bhi Yeh Zindagi e Girls Like To Swing não ficam para trás em nada. Já Dil Dhadakne Do tem um ritmo contagiante, se conseguirmos ignorar o fato de que Priyanka e Farhan não nasceram para brilhar ao microfone.

   
Ram dançar!

Tá permitido me seduzir sim,
obrigada por perguntar.

Como esperado de Zoya Akhtar, diretora também de Zindagi Na Milegi Dobara (2011), o clima é de sessão da tarde. A história é receita de bolo, com algumas pequenas surpresas aqui e ali. A questão principal do filme, no entanto, é como ele lida com as relações interfamiliares dos Mehras e com os sentimentos individuais de cada um, e isso o faz com leveza e maestria. 

2 comentários:

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