quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Adeus, 2015!


2015 está acabando (GRAÇAS A DEUS!) e eu não poderia deixar de fazer um leve post em homenagem a isso. Vocês não têm a menor ideia de como estou feliz por este ano estar acabando! 

Já me desculpo por antecedência porque estou sem computador e não pude criar meus próprios gifs para essa pequena retrospectiva, então usei os do tumblr mesmo (obrigada, de nada, tumblr).

Para começar, a boa notícia do final do ano é: hoje é meu aniversário!


22 anos de muita bollywoodianice, belezura e loucuras à parte (ou não).

O que falar sobre 2015? Como foi 2015?

Fraldas, muitas noites insones...

Não, não, Isa! Estamos falando de cinema indiano aqui.

Bem, 2015 foi um ano e tanto.

Ano de raiva e tristezas...


Claramente eu em diversos momentos deste ano.

De notícias bombásticas...


De brigas intolerantes e pessoas saindo impunes...




De grandes perdas...


Sentiremos sua falta. ♥

De muito filme bom!
  
                                               



Não é de 2015, mas quero deixar o gif salvo. #dessas

Do crescimento daqueles artistas de que tanto gostamos...


Cês já sabem de quem eu tô falando.

E do reaparecimento de outros que também adoramos...


DE REPENTE, Shahrukh!

Mas preciso ressaltar: estou feliz que esteja acabando.



E o que desejo para 2016?

Muita, mas muita diversão, babados e confusões bollywoodísticas! Quero mais filmes divertidos, quero mais música boa, quero mais amor em Bollywood! Vem, 2016, vem brilhar aqui fora!

Agora é com você, 2016.


Venha, 2016, que quero lhe usar.

Feliz Ano Novo para todos que acompanham o Mania de Bolly e...

Nos vemos em 2016! 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Vida de legender - Rang Rasiya


Quando vocês pegam uma legenda bonita e cheirosa num filme para assistir, mal sabem a história tortuosa que pode estar por trás dela. 

Por isso resolvi trazer para vocês mais um quadro para meu querido blog: o Vida de Legender! Contarei para vocês como funciona um pouco da nossa história com as traduções, edições etc. O filme da vez é Rang Rasiya, dirigido por Ketan Mehta e estrelando Randeep Hooda e Nandana Sen, sobre o qual falei nesse post aqui.

Só posso dizer que eu sofri, pessoal. O ser que fez a legenda original - ao qual agradeço imensamente por um lado, pois sem ele eu seria incapaz de assistir ao filme -, apesar da boa vontade de traduzir e legendar, errou nomes o tempo inteiro e traduziu algumas frases muito mal. Não falo Hindi, vocês sabem, mas já são anos acompanhando essa vida, então tenho noção de expressões e sei que algumas estavam erradas. E pior, sei que ele não errou por não saber Hindi (o que é um tanto óbvio, até), mas sim por não saber inglês! Isso é bem comum no mundo das legendas, aliás. O tradutor peca nos seus conhecimentos em inglês. Enfim, mais trabalho para mim.

Suspeito também que o tradutor também fez uma sinopse sobre o filme e a colocou na internet. Minha amiga Jo encontrou-a no imdb e a traduziu para colocar como resumo no Cine Challo. Sinceramente, era de uma misoginia tão grande que queria bater na cara de um! Falava que Sugandha havia destruído a inspiração de Varma na história do filme (!) e o levou a pintar imagens sórdidas em seus quadros (!). Certo, mas o que, dentre isso tudo, me faz pensar que tenha sido o mesmo tradutor que escreveu tamanhos disparates? A pessoa também escrevia o nome do pintor como Raja Ravi Verma, como encontrei na legenda. Quem mais faria isso, se a própria Wikipedia coloca seu nome como Varma? Ah, indianos...

Quanto à tradução do nome do filme, confesso que foi uma das minhas maiores dificuldades. Na verdade, foi um dos meus maiores furos de tradução até hoje. Rang Rasiya, pela Wikipedia, significa Cores da Paixão. Porém, eu acharia muito esquisito, senão brega, deixar "cores da paixããão" ecoando a cada verso de música tocado no filme - e acreditem, toca muito. Geralmente eu entoo em voz alta o que estou traduzindo no ritmo da música condizente para ver se fica decente, e - façam vocês mesmos com a música-tema do filme - "cores da paixão" fica pior que novela mexicana de quinta categoria. 

Numa busca mais a fundo, encontrei que rang significa cor e rasiya é uma palavra para denominar homem de sentimentos fortes, apaixonado, sedento por prazer ou até mesmo um devasso. Não sei se comentei, mas em Mangal Pandey existe uma música chamada Rasiya, cuja tradução foi algo como "canalha". Pois bem. Como trazer isso para o português, e mais, para o tema de um filme? Apaixonado pela cor? Homem das cores? Tarado por cores? Por fim, desisti e deixei como o legender original colocou: pintor.

É... Deixa como está mesmo.

Não foi uma das minhas melhores legendas, admito, tampouco pareceu das mais adequadas, mas... é o que tem pra hoje. Espero que vocês gostem e consigam entender, porque isso é o que importa no final das contas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Fawad Afzal Khan: quem é ele?


Sei que falei horrores sobre o pobre moço no post de Khoobsurat. Por isso preciso me retratar.

Após assistir ao filme e minha opinião ser desfavorável ao personagem, descobri que ele é um dos favoritos de uma grande amiga bollywoodiana minha, a Jo. Imediatamente pensei: mas como é possível? Que homem sem graça! Mas, para ela gostar tanto dele, eu sabia que deveria haver algo mais ali no meio.

É ou não é uma gracinha?

Eis que ela veio e me disse para assisti-lo em seu habitat natural: o mundo paquistanês das séries românticas. Então, seguindo seu conselho, mergulhei de cabeça em um dos seus trabalhos de maior sucesso, a série chamada Zindagi Gulzar Hai. 

Pude compreender de onde partia a admiração da Jo. Lá, ao contrário de Khoobsurat, ele estava natural, bonito. Possuía um charme que não encontrei nele antes. Confesso que ainda não é exatamente meu tipo, mas até eu me peguei torcendo para ele e a mocinha, que nessa série vivem uma espécie de jogo de gato e rato. A mocinha também é uma figura. Se puder aconselhá-los, assistam à série! Não é muito longa e não irão se arrepender.




Aqui está um vídeo da série para deixá-los curiosos. No site que as hospeda, o Cine Challo, ainda há Humsafar, que não tive a oportunidade de assistir, mas disseram que é tão maravilhosa quanto. Sei que muitos até já assistiram e eu devo estar atrasada no bonde.

video


Por fim, ainda bem que existe muito mais do Fawad do que Khoobsurat, não é mesmo? E ainda bem que podemos ser apresentadas ao lado Urdu da força e conhecer um pouco mais desse universo tão parecido e ao mesmo tempo tão distinto da nossa querida Bollywood.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Khoobsurat (2014)


O pôster é lindo. As imagens de divulgação também. O filme - pasmem! - é da Disney. Todos estavam falando bem. Tive muitos motivos para assistir. 

Com todos esses fatores positivos, o que poderia dar errado?

Sonam Kapoor e um paquistanês desconhecido, talvez.

Khoobsurat (pela Wikipedia, Bela) conta a história de Milli (Sonam Kapoor) uma fisioterapeuta
muito competente, mas também muito excêntrica, que, devido à sua boa fama, é chamada para trabalhar no palácio do rei de Sambhalgarh, um grande palácio. Chegando lá, vê que o trabalho será um pouco mais complexo do que o previsto: o rei, amargurado, se recusa a ser tratado por motivos misterioso; e a rainha Nirmala (Ratna Pathak, irmã da Supriya, olha só) e seu filho Vikram (Fawad Afzal Khan) claramente antipatizam com a jovem graças à sua espontaneidade e excentricidade. Nesse cenário pouco animador, as únicas pessoas que parecem nutrir simpatia por Milli são a filha mais nova dos reis e os funcionários da casa.
Acrescente à equação do filme uma mãe casamenteira e sem refinamento nenhum, desesperada para desencalhar sua filha - interpretada pela maravilhosa Kirron Kher -, um mistério por trás da má recuperação do rei e o príncipe, cuja vida é virada ao avesso com a chegada da nossa protagonista, e voilà!, temos Khoobsurat.

Assistindo ao filme, como me irritei com a personagem de Sonam na primeira hora. Meu Deus! Barulhenta, efusiva, espírito de "maluquete" - tudo que em excesso enche o saco de qualquer um - e já inflei o peito para falar o quanto odiava essa atriz e achava que ela deveria se manter só fazendo selfies de instagram que já seria ótimo. Até que percebi que... essa era a essência da Milli. A personagem era para ser assim. Pela primeira vez na vida, Sonam Kapoor estava conseguindo se prestar a um papel e fazer dele o que deveria ser feito. A partir dessa constatação, até consegui gostar do filme.

Porém... Tem que ter um porém, né?

Fawad Afzal Khan. Quem era esse cara? Por que, dentre tantas opções, o escolheram para ser príncipe, o mocinho? O que em qualquer filme da Disney que se preze o elevaria à condição de homem desejado por todas, mas não nesse caso. Esse homem baixinho, franzino, magrelo e mal amado. Esse príncipe sem carisma, sem cor. Chato. Chato até o fim. Pouco maleável.  Do lado da Milli, tão colorida e exuberante, ele foi de um contraste gritante, e não no melhor sentido, o que com certeza foi a intenção do filme e, comigo, não atingiu o ponto.

Não. Só não.

Vejam bem, Sonam Kapoor, incrivelmente, foi capaz de fazer uma personagem boa de se assistir, leve, interessante. E, em contraste, esse mocinho. Entendo perfeitamente por que ele se apaixonou por ela. Agora, fica um ponto de interrogação enorme em como, quando e por que ela se apaixonou por ele. Senti que ficou no ar para mim, não consegui encaixar uma explicação; ele não lhe oferecia nada além de chatice, retidão e inflexibilidade. O tempo todo eu ficava: "Gente, esse casal é muito sem graça! Parem! Apenas paaaaareeeem!".

Um ponto muito positivo para mim, contudo, foram os cenários e o figurino. Tudo muito colorido, muito bonito, a fotografia também lindíssima. E aquelas roupas da Milli, minha gente? Eu teria um armário igual ao dela se possível - apesar de não saber combinar minhas roupas e possivelmente acabaria saindo na rua igual uma maluca (ou quem sabe essa seja a intenção?). Altamente aprovado.


A trilha sonora, para variar, não foi algo muito marcante para mim. Não chego a dizer que é ruim, porque não é. Na verdade, simpatizei muito com Engine Ki Seeti, que é alegre e e tem um clipe divertido; Preet tem um quê que fica na cabeça; e Maa Ka Phone, então, achei tão hilária que botei como toque de celular para quando minha mãe me ligasse (risos).

Por fim, o filme está longe de ser um dos meus favoritos. Mas sejamos justos: com suas cores vibrantes e clima alegre e de leveza, para uma sessão da tarde ou para um daqueles dias em que só queremos assistir e nos deixar levar sem pensar, Khoobsurat é uma excelente escolha.