sábado, 28 de novembro de 2015

Mania de Bully - Ram Leela


Mais uma coluna brotando aqui no blog. Dessa vez, ideia da minha soulmate indianística, a Carol. Sempre tive uma certa tendência a cometer... bullying com os personagens dos filmes, suas histórias, atores e atrizes em geral. Por que não trazer um pouco mais do meu senso de vida louca e zoeira para compartilhar com vocês também? Bem, se não se divertirem, eu me divertirei por vocês. E assim nasce o Mania de Bully, no qual falarei mal do que eu quiser sem dó nem piedade.

A bola da vez é o filme Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela, esse novo clássico dirigido por Sanjay Leela Bhansali - nosso diretor ostentação do momento - e estrelando Ranveer Singh e Deepika Padukone. 

CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não assistiu ao filme e não quer descobrir, pare aqui mesmo!

Vamos começar pelo nome do filme: o diretor pretendia exatamente o que com esse nome? Marcar a história? Fazer tendência? Porque só o que ele conseguiu foi um nome exageradamente enorme que nenhum fã estrangeiro jamais vai conseguir pronunciar. E pra quê, também, se todos nós já chamamos de Ram-Leela mesmo... Acho que ele aprendeu um pouco a lição e está voltando para títulos mais simples, vide Bajirao Mastani.

Update: bullying pra Isa! Como bem ressaltou nossa enciclopédia-mãe Carol, o nome original deveria sim ser Ramlila, ou Ram-Leela, simples assim. Porém, contudo, os conservadores religiosos indianos botaram a boca no trombone porque a história não é nada religiosa e, para um povo tolerante como o indiano, assim não dá, não é mesmo? Então, para poder ficar em paz com a sociedade e não ter de enfrentar Deus e o mundo, Sanjayzinho resolveu trocar o nome para esse palavrão que hoje conhecemos: GoliyajaojskenRaslesla Ram-Leela.

O que é a cena do irmão do Ram morrendo numa troca de tiros "amistosa"? Ri até minha alma sair do corpo, antes de entender que o cara tinha morrido. E depois também. Sério. Péssima, PÉSSIMA cena pra representar o estopim da mudança de personalidade de Ram.

Se você não rir, eu é que não tenho coração.

Dessa vez me sinto na obrigação de falar do amor da minha vida, o Ranveer. Como bem descrito pela mãe da Deewaneando, está um filezinho de borboleta no filme inteiro! Lindo, divo, musculoso, tântrico afeminado e afetado! Uma tendência em Paris, mas... bem longe do que eu considero o homem ideal e atraente, risos. Tattad, apesar de hoje eu apreciar muito, a princípio fiquei naquela "que merda é essa?" básica, porque, sério, parece muito a dança que alguém escolhe para sair do armário.




Saindo do armário nível: Ranveer Singh.










Tem uma cena no filme também, essa aqui embaixo, na qual o casal vinte está sendo dramático, se despedindo ou seja lá o que estava rolando (não exijam muito da minha memória, peeps). Ambos pegam seus "smartphones", dois Nokias 2280 com câmera "digital", e tiram selfies juntos com expressão de velório no rosto. SEM OR, teve como não rir? Alguém aqui não riu? Eu que não tenho coração? O pouco que estava levando o filme a sério nesse momento se esvaiu. Perdoem, fãs.

Meu Nokia 2280 não tirava fotos assim. #chatiada

Por fim, como não comentar da cena do suicídio totalmente desnecessário de Ram e Leela? De todas as versões de Romeu e Julieta bollywoodianos que já vi (que exagero, foram só Ishaqzaade e Ram-Leela mesmo), foi a pior. Lembram daquele gif do Rishi Kapoor caindo penhasco abaixo em Fanaa? A cena da morte dos dois é páreo duro. Aliás, uma boa ideia para o futuro é fazer um Mania de Bully só para as cenas de morte em câmera lenta absurdamente ridículas em Bollywood, e aposto que ficaria enorme. 



Selo Rishi Kapoor de qualidade e segurança em quedas.

Agora vocês entendem por que não gostei de Ram-Leela e também por que acho que qualquer pessoa sem poesia na alma, como eu, vai acabar não gostanto tanto assim.

Que venha o próximo bullying virtual!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela (2013)


Estava à espera de reassistir ao filme para comentar sobre, mas, pelo andar da carruagem, se for aguardar ter tempo, vou ficar anos na espera. Resolvi não fazê-lo, então aqui estamos.

Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela (esse palavrão significa, na minha tradução adaptada, Um Jogo de Balas entre Ram-Leela) é uma adaptação muito livre do nosso bom e velho Romeu e Julieta. Conta a história de Ram Rajadi e Leela Sanera, filhos e herdeiros de facções rivais, num cenário dominado por muito poder bélico desenfreado. É nesse reinado de caos que ambos se conhecem, e a atração é forte, inevitável e fatal.

Primeiro encontro cheio de amor.

A história, todo mundo conhece. O final também. Agora, o que Sanjay Leela Bhansali pôde trazer de diferente a essa saga que outros não fizeram? A resposta é simples: opulência. Bhansali é conhecido pela riqueza que emprega em seus cenários, figurinos e clipes musicais. Dessa vez não foi diferente. Tudo enche os olhos, principalmente com os dois atores principais tão bonitos quanto o Ranveer e a Deepika.

Quem quer filé? Filezinho de borboleta
no capricho!

Entretanto, o filme de alguma forma conseguiu me decepcionar. Minha opinião variou entre altos e baixos ao longo da trama, mas tendeu a manter-se nos baixos. O filme é muito dramático, muito caricato, muito cheio de elementos que me levaram ao humor e, consequentemente, ao desprezo. Deepika esteve boa, adequada, expressiva. Ranver... uma vergonha - e vocês sabem o quanto gosto dele -, inexpressivo, bobo, sem voz, com um quê afeminado demais. Talvez essa fosse a intenção de seu papel, para expressar a infantilidade de Romeu? Talvez. Sendo esse o intuito, Ranveer cumpriu-o à perfeição, porém não me agradou. Prometo que falarei mais à frente única e exclusivamente sobre o porquê do filme não ter me agradado, em ricos detalhes; por agora, vou me resumir neste parágrafo para evitar estragar surpresas.

Um parágrafo inteiro será dedicado à Supriya Pathak. O que foi isso, minha gente? Mesmo com todo o cinismo com o qual encarei o filme a partir de certo ponto, ela conseguiu me surpreender. Que olhos! Cheios de emoção, transmitiam a dor, a ira, a profundidade de seus sentimentos, sem falhar em se comunicar conosco. Se existe alguém que cumpriu seu papel perfeitamente, foi esta mulher. Wah!

Maléfica, dissimulada, com muito ódio no coração: a diva do filme!

Duas cenas, contudo, mexeram muito comigo. Não posso comentar mais a fundo sobre elas, senão será um baita spoiler. Para atiçar a curiosidade: uma envolvia morte, e a outra, estupro. A que envolvia morte foi o estopim para que eu não levasse mais o filme a sério e encarasse tudo com riso e desdenha. A do estupro, no entanto, me tocou enquanto mulher, me senti abalada e também violada, me envolvendo com toda a vulnerabilidade da personagem naquele momento.

Vamos falar do que interessa? A nova Tekpix! Que músicas maravilhosas! Nenhuma, e eu digo nenhuma, foi mal encaixada no enredo - e Ganesha sabe o quanto esse é um feito louvável e difícil de se atingir. Tattad, com seu tom de apresentação, nos traz um Ram despreocupado, aclamado, musculoso e sexy, e fica na cabeça. Nagada Sang Dhol, eu diria, está até acima de Dola Re Dola: é tocante, emocionante, de uma melodia que te cativa e te envolve. Se não entrar para a história, não sei o que fará. Já Ram Chaahe Leela, preciso dizer, deve ser o melhor item number que Priyanka Chopra já fez em sua vida; estava linda e hipnótica, e superá-lo será difícil (Bajirao está vindo para isso, talvez?).

Aceita...
Aceita que dói menos! O melhor da sua carreira até hoje.

Ram-Leela é um filme para ser admirado, por seus cenários grandiosos e beleza. Definitivamente, é um must para quem é fã de Bollywood. Ame-o ou não, algo deve ser consensual: foi tudo milimetricamente feito para ser inesquecível.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Rang Rasiya (2014)


Chegamos a um filme que legendei recentemente. Trabalho inesperado, pois não é o tipo de obra pela qual costumo me interessar, mas, se havia gente interessada, por que não? Aliás, o link para assisti-lo está aqui.

Rang Rasiya (tradução da Wikipedia: Cores da Paixão) é do mesmo diretor de Mangal Pandey - The Rising, um filme de 2005 estrelando Aamir Khan, Rani Mukerji e Amisha Patel. Confesso que me animei mais para assisti-lo sabendo disso, já que Mangal foi o segundo filme indiano da minha vida e guardo um carinho muito grande por ele. É facilmente reconhecível a semelhança nos cenários de época e nos estrangeiros arranhando um Hindi mal pronunciado.

O filme conta a história de Raja Ravi Varma, protagonizado por Randeep Hooda, um artista impetuoso, mimado e visionário. De começo, vemos que ele é acusado na corte de lesar o patrimônio histórico indiano e a religiosidade de várias pessoas, por ter retratado deuses e deusas hindus de maneira insinuadora em seus quadros. A partir disso, temos uma série de flashbacks sobre a vida de Ravi e o que realmente o levou a estar ali.

Ravi Varma não é um personagem fácil de se simpatizar. Ele é extremamente temperamental, dado a rompantes de mau humor que respingam e atingem a todos a seu redor. Arrisco-me a dizer que o único motivo pelo qual ele é procurado e aclamado boa parte do filme é pela qualidade de sua arte e suas boas ideias. Apesar de, ao longo da história, haver uma transformação no personagem, que torna-se mais dócil e calejado face às adversidades que se deram quanto a pessoas e coisas que amava. O filme nos leva a apreciar o nosso caro rang rasiya.

Persegue a moça e se ofende por ela não gostar da atitude:
esse é Raja Ravi Varma.

As obras desse diretor têm toques de sensibilidade quanto a causas femininas. Percebem-se nuances que tentam mostrar a condição da mulher indiana no tempo retratado. Em Rang Rasiya, esses detalhes se personificam em Sugandha, que é o envolvimento amoroso de Ravi Varma e musa inspiradora de diversas obras. Ao contrário do que parece pelos pôsteres e imagens de divulgação do filme, não a considero uma protagonista. Apesar do relacionamento entre os dois e ter sido vital para o desenvolvimento da história, por diversas vezes a personagem é deixada de lado, quiçá esquecida, para retratar tão e somente a vida do pintor. No entanto, Nandana Sen consegue deixar uma impressão de leveza e doçura e é capaz de nos tocar em sua condição de mulher indiana do século XIX.

A expressão de Randeep traduz a de todos nós ao assistir.

Surpreendentemente!, o filme contém uma cena de nudez que, aos olhos de qualquer fã acostumado com o cinema indiano, torna-se explícita, inesperada e deliciosa, protagonizada pela lindíssima Sugandha. Definitivamente, foi um ponto ousado para atriz e diretor, mas muito de meu agrado. Vá, cinema indiano, você consegue, uma hora chega lá!

Se há um ponto negativo no filme a ser ressaltado, definitivamente é a trilha sonora. Como em Kabhi Khushi Kabhie Gham, Sandesh Shandilya deixa sua marca através de uma música-tema repetitiva que ressoa o tempo todo ao longo do filme, desta vez entoada por Sunidhi Chauhan e Keerthi Sagathia. As outras poucas músicas que existem no filme não têm forma ou rima, tornando-se cansativas e nada marcantes. Para quem assistiu a tudo ávida por encontrar traços de Mangal Pandey, que apesar de tudo é um bom musical (Main Vari Vari, lembram-se?), foi bem decepcionante.

Senhor, que música chata.

Como todo filme histórico a que assisto, gosto de ver até que ponto a história foi baseada em fatos reais. Rang Rasiya é quase um retrato livre da vida do pintor, uma vez que a vida real que Raja Ravi Varma teve parece-nos bem diferente do que vemos no filme. Ravi casou-se e teve filhos na vida real, por exemplo. Seu irmão foi mais que um mero seguidor e uma sombra, tendo também suas próprias obras e reconhecimento - o que o filme tenta deixar subentendido mais para o final. Sugandha, como disse no post anterior, provavelmente não existiu. Varma também parecia ser de personalidade agradável, definitivamente mais afável que o tempestuoso homem interpretado por Ranveer.

O bigode é idêntico.

É claro, pois, que não posso esperar total fidelidade de uma obra meramente baseada em fatos reais. O filme não entrará para o rol dos meus queridos do coração, como Mangal Pandey fez, mas cumpre seu papel. Afinal, o dever do filme é conquistar-nos pela magia do seu universo particular. E isso, creio eu, é o que Rang Rasiya alcança com perfeição para muitos que o assistirem.

domingo, 15 de novembro de 2015

As musas de Raja Ravi Varma


Recentemente terminei de legendar o filme Rang Rasiya, estrelado por Randeep Hooda e do mesmo diretor de Mangal Pandey - The Rising (disponível no Brasil como O Motim). O filme já se encontra disponível no site Cine Challo para download, para quem quiser e se interessar em ver.

Nandana Sen, divando
na face da sociedade.
Entretanto, apesar de ser sobre o assunto, esse post não falará sobre o filme em si, mas sim sobre uma parte histórica de minha curiosidade que está por trás dele. Logo, tendo assistido ao filme ou não, sinta-se livre para lê-lo sem temer nenhum spoiler. Obviamente a leitura ficará muito mais rica se você já tiver assistido ao filme.

Como ocorre em muitos filmes a que assisto, terminei de ver Rang Rasiya embasbacada com a beleza de Sugandha, retratada pela lindíssima Nandana Sen. Então, surgiu o questionamento: sendo o filme baseado em fatos reais, a personagem realmente existiu? Ou foi tudo romantização do diretor? Eis que encontrei um texto - enorme, por sinal - interessantíssimo sobre o assunto na internet. Resolvi traduzi-lo e adaptá-lo livremente e trazê-lo numa versão bem mais reduzida para vocês. Previamente peço que perdoem quaisquer erros de tradução ou interpretação.


Três musas, por Maddy06.


Todos temos um quadro preferido de Raja Ravi Varma. Minha favorita é a aquarela chamada The Milkmaid - A Leiteira. Toda vez que a vejo, penso na garota por trás dela, e mais de uma vez parei para imaginar quem seria e qual sua história. Portanto, parti numa busca literária por ela.

Inicialmente tive a impressão de que ela poderia ser Suguna ou Sugandha bai, a quem muitos já fizeram alusão. Mas, checando mais a fundo, sinto que Sugandha talvez seja uma personagem fictícia; e a leiteira, em comparação, não era como as outras moças de corpos mais roliços como era o comum nas pinturas de Varma.

The Milkmaid
Estudando a vida de Raja Ravi Varma por um tempo, li que ele encontrou um bom número de garotas enquanto viajava ao redor da Índia, sempre tentando encontrar a face certa para suas pinturas; algumas da alta sociedade e outras do mais baixo da sociedade. E, dessa maneira, uma mulher se banhando no rio poderia tornar-se uma recatada moça moderna num quadro, bem como o rosto de uma prostituta terminar num calendário representando uma deusa hindu. 

E foi assim que me peguei estudando a história de três de suas musas, duas delas sendo pessoas particularmente fascinantes. 

Em primeiro lugar dentre elas está Anjanibai Malpekar, hoje relembrada como uma ilustre representante da música indiana. Na época em que Varma a conheceu, ela era uma importante cortesã com muitas conexões na alta sociedade de Bombay, solicitada não somente para performances musicais como por sua companhia íntima. Era bastante rica e deveria ter por volta de 17 anos de idade quando o pintor a encontrou pela primeira vez. Os 35 anos de idade que separavam os dois nunca foram um problema. 
Anjanibai Malpekar

Os anos seguintes de associação entre os dois deram muito consolo à jovem, e ela frequentemente confidenciava a ele sobre o fato de não conseguir se ver livre do jugo dos muitos homens que queriam ter uma noite com ela. Anjanibai, em suas memórias, recordava o sorriso amável de Ravi, seu gosto por paan de tabaco, café, chá e doces. Ela menciona que Varma achava sua fronte larga semelhante à que Saraswati, deusa do conhecimento, deveria ter, e se sentia fascinado por sua música e olhos brilhantes. Ele era de riso fácil, tinha uma voz evocativa, olhos cintilantes e gostava de se vestir com kurtas brancos ou sherwanis e às vezes usava meias junto com sandálias. 

Se essa relação era platônica ou não, não se sabe. Mas, após Varma mudar-se para longe, ele nunca mais pintou uma deusa novamente.

Rajibai Moolgavkar
Havia também as irmãs Moolgavkar, dentre as quais uma delas, Rajibai, era frequentadora de seu estúdio. Os irmãos Varma se relacionaram com ela por uns tantos anos; inclusive há um retrato do pai da moça feito por Ravi Varma. Vemos menções à morte da mãe de Raji e de seu filho pequeno nas memórias pessoais do pintor. Ela é vista em diversos de seus quadros, inclusive no da leiteira, entretanto, em seu diário, Raja deu a entender que a moça mantinha um relacionamento amoroso com seu amigo, chamado Bapuji. Logo, a moça de rosto arredondado em muitas de suas pinturas poderia ser a famosa Anjanibai ou Rajibai.

Existe, ainda, uma moça pársi mencionada em algumas biografias. Seu nome é Allamai Kharegat, nascida de uma família opulente da qual os irmãos Varma eram próximos. Ravi observou que era uma moça muito inteligente e com bons conhecimentos de inglês. Um dia, em 1899, como conta a história, Ravi ficou fascinado com uma pose que Allamai fez ao sair para um passeio, e então a levou para as telas. 

Sugandha bai, pois, veio a ser uma personagem fictícia de um romance de Ranjit Desai retratando a vida de Varma e seguiu adiante tornando-se personagem principal de filmes em Malayalam e Hindi. Se houve uma Sugandha bai na vida de Varma, como Ranjit Desai fez alusão em seu romance? Existem dúvidas, visto que Ravi jamais a mencionara. Contudo, ele tampouco mencionou a existência de Anjanibai em seus diários.

Por fim, ainda hoje se veem diversas cópias das obras de Raja Ravi Varma por todo o mundo. Sua arte, afinal, atingiu o objetivo que ele tanto procurou em vida: sobreviver à eternidade.